Sobre a Greve Geral, o amor, a luta e a fatura que sempre chega

Sobre a Greve Geral, o amor, a luta e a fatura que sempre chega
nossa caixa
Você estava lá, para eu estar aqui.

Engraçado. Cresci dentro do Sindicato dos Bancários porque vi minha mãe passar uma vida, quando ela tinha não mais que minha idade pra frente, lutando de assembleia em assembleia, de greve em greve, primeiro pra conquistar e depois pra não deixar que enterrassem (porque eles SEMPRE vão tentar enterrar, como se sabe) meia dúzia de direitos. Outro dia fui com ela no instituto responsável pelo fundo de pensão do pessoal da antiga Nossa Caixa, pra ela acertar os últimos detalhes da aposentadoria e descobri ali que ela deixou de pagar uma alíquota que garantiria uma complementação de aposentadoria maior, e portanto mais necessária para a velhice, pra pagar minha faculdade de jornalismo. “Eu vou pagar sua primeira mensalidade e depois a gente vê se consegue pagar o resto”, ela disse, quando fizemos a matrícula. E o que ela fez pra nunca atrasar um boleto foi isso que contei: garantir minha graduação numa universidade tradicional e, portanto, cara pra uma filha de bancária e de um operário, a troco de uma aposentadoria que em pouco tempo mal vai cobrir as despesas de saúde. Em tempo: a do meu pai, que começou a trabalhar na marcenaria ainda criança, não passa de um salário mínimo. Foi assim que eu soube. 16 anos depois. Ela se aposentou em dezembro de 2016, foi uma das últimas nesse país, certamente. Eu chorei escondida. Ela ainda guarda o chaveiro da PUC que a gente ganhou no dia da matrícula.
*
Então que eu sei que muitos de nós, MUITOS DE VOCÊS, também cresceram com o pai ou a mãe se fodendo muito em porta de banco, de fábrica, de escola pra conseguir garantir o direito de passar uns dias do ano com a gente nas férias escolares, pra pagar mensalidade, te levar pra Itanhaém ou pra Disney, pagar transporte, caderno bonitinho, faculdade de elite, as bostinhas de roupa de marca que a gente queria, as baladinhas do momento, pra dizer o mínimo. Pra não deixar o couro todo no trabalho, pra respirar um pouco, pra não se aposentar só com o dinheiro da caixa do remédio pra artrite. Então que quando eu vejo esses mesmos filhos se referindo à #GreveGeral como vagabundagem, eu sinto uma dorzinha no coração sim. Não por eles, mas porque a fatura que sempre chega é a da realidade. Hoje ou 16 anos depois, ela vai chegar. O Brasil acontece não é na televisão, não. É dentro da nossa casa, é aqui na nossa vida de gente privilegiada, mas quase sempre cega e de coração gelado.
*
Em tempo: antes de eu saber de tudo isso, e poucos anos atrás, meus pais também me ajudaram com a entrada do MBA na FGV. Caríssimo. Para poucos. Me digam se existe amor e dinheiro no mundo capazes de retribuir, porque eu não acho que eu vá conseguir, nunca. Por isso me orgulho tanto daquele recorte de jornal do Sindicato da década de 80 com ela na capa. Que os filhos de quem está na rua hoje também possam se orgulhar de alguma coisa.

A paixão vai te fazer trocar a leitura de hoje (e subtrair seu quinhão de produtividade)

Couple readingHoje seria o caso de pedir sinceras desculpas pelo longo hiato e dizer que vem aí um post com as dicas de livros para o Natal, mas quero apenas alertar a nobre leitora, o nobre leitor, acerca daquele sentimento que é um tapa no meio das ideias, uma crise de labirintite; atrapalha mais que ajuda, interrompe a leitura, emperra o fluxo de ideias no meio de um trabalho importante. Te faz ler três vezes o mesmo parágrafo e esquecer sinônimos, antônimos, alternativas estilísticas.

Dia desses você pode ter uma fase ótima de sucessão de ideias e pequenas epifanias violentamente interceptada por isso aí. Quando vai ver, perdeu quatro das oito horas de trabalho e passou vinte e quatro alternando desespero, descontrole e sonhos em vigília. Quando vai ver, fechou o Deleuze & Guattari e já passou da página cem com a Adélia Prado. Já ensaiou abrir a Cecília Meireles, já deu uma espiada no Vinicius de Moraes.

É das coisas mais ridículas que há. É das coisas melhores (e mais deliciosas) que há.

Esses tempos que já são outros

IMG_1956.JPG
O tempo que passou me colocara num mundo em crise, e todas as pessoas eram de alguma forma convocadas a tomar parte dela. Um candidato morto, uma reviravolta política, uma sucessão de amizades desfeitas em redes sociais por conta dessa mesma política (quantas trocas de calçada seriam necessárias ao menor sinal de um desafeto na rua?), o retorno descontrolado de um vírus a ocupar livre e impunemente novos territórios.

Nunca fui de assistir muita televisão mas de repente havia um clima de pequenas tragédias iminentes; dizem sobre esse clima que, de tão denso, é possível cortá-lo no ar com uma faca bem fina e afiada. Veio a falta d’água e a preocupação real de gente real e próxima, e todas as lendas distantes foram enterradas e discutia-se caminhões-pipa e banho na casa dos amigos. Enquanto eu vivia as melhores coisas da minha vida, o barulho do mundo ao redor era um barulho de desordem e caos. “Mas que tempos são esses, não?”.

Mesmo assim, aos domingos eu ainda comprava meu jornal, mais pelo caderno de literatura que pelas notícias do dia, cada vez mais irreconhecíveis. Só que o caderno, ah, este continuava igual. Os ovos mexidos e a média, muito bom, muito bem, felizmente, os mesmos. E nas mesas ao lado, os casais ainda tomavam longos cafés sem olhares,
sem palavras, psem interesse (nada havia mudado com aquilo que ainda chamam de amor).

Zack Magiezi: “Tudo que é humano me interessa profundamente”

Zack: "A poesia é um espírito que mora em todas as coisas"
Zack: “A poesia é um espírito que mora em todas as coisas”

Aos 31 anos, Zack Magiezi é o autor das “divagações de uma pessoa a vagar” da página Estranherismo. São poemas, notas, pequenos textos, anotações e outras criações literárias que já concentram mais de 6 mil fãs no Facebook e ganham mais amantes a cada compartilhamento: um único texto de Zack divulgado na timeline da Revista Bula chega a ganhar até 7 mil curtidas de uma tacada só. Em entrevista ao blog Comecei a ler um livro e nunca mais tive descanso, ele revela um pouco sobre a inspiração que está por trás de poemas singelos e sinceros como “Amor nu”.

ComeceiZack, sua história de vida: de onde veio, onde vive, o que você estudou e o que faz da vida todos os dias?
ZM – Sou um paulistano abraçado pela carinhosa cidade de Belo Horizonte, para onde mudei por uma moça e acabei ficando com a cidade. Já estudei um pouco de teologia, história, administração – área em que trabalho – e hoje estou no 4° período do curso de Letras, apaixonado pela área como aqueles apaixonados bobos que gostam até do silêncio das ligações telefônicas. Tenho um bonito palhaço que se chama Quixote que, junto com o seu parceiro Cabeludo, promove saraus pelas praças e também em lugares não convencionais.

ComeceiComo a literatura e a escrita entraram na sua vida?
ZM – Tudo começou com Agatha Christie, aquela senhora sem graça que me deixava mordido de raiva com os seus livros viciantes (para um adolescente); ela que disparou o gatilho para o mundo literário, e assim fui caminhando e fazendo novos amigos. Quanto à escrita, poxa, eu comecei em tons confessionais (pois tenho dificuldade com os sons), fui falando dos meus sentimentos e anotando a minha visão das coisas e do mundo, mas decididamente foi a solidão que me levou para escrita.

Comecei Hoje a página Estranherismo está com quase 7 mil seguidores e de um tempo para cá a página da Revista Bula começou a divulgar seu trabalho também, o que aumentou a projeção dos seus poemas na rede. Como surgiu a ideia da página e como está sendo o retorno das pessoas – e até mesmo o assédio – depois que seus textos passaram a circular mais?
ZM – Tudo começou com uma nota que se chama “Faça amor nu”, que eu publiquei na página de uma amiga que se chama Conti e Afins, a Revista Bula viu e replicou, depois comecei a enviar outras notas diretamente para a revista e algumas foram publicadas. Depois começaram a aparecer umas pessoas queridas me adicionando e a minha página Estranherismo, que antes contava com 200 curtidas, teve um boom e chegamos a esse número. Quanto ao assédio, prefiro chamar de gentilezas. São pessoas que querem conversar e dizer que se identificaram com algo ou agradecer; às quais eu que acabo agradecendo por lerem minhas coisas e elas também acabam me dando inspirações diversas e vamos trocando…

amor nu

Comecei – No prefácio de “Música para camaleões”, Truman Capote diz que começou a escrever muito cedo e que quando isto aconteceu, ele se descobriu acorrentado pelo resto da vida “a um amo nobre mas impiedoso”. Para o filósofo Alain de Botton, escrever é uma atividade que “dá muito trabalho”. Como é a sua relação com a criação literária? A inspiração chega com facilidade e fluidez ou você também enfrenta dias de bloqueio criativo?
ZM – Tenho pra mim que a poesia é um espírito que mora em todas as coisas, tudo pode ser poético, depende da atenção do nosso olhar. Tudo vem meio rápido na cabeça e anoto no caderninho que carrego comigo, uma ideia ou uma palavra, e depois tudo fica mais fácil. O que me causa tensão é quando eu sinto algo e não consigo montar esse algo em palavras, isso me dói e dispara minha mente, a insônia… Esse é meu bloqueio. Sei que existe algo ali e não consigo fazer vir à tona. Agora, há outros momentos quando não tenho nada a dizer e não digo. Acho que silenciar é bom.

Comecei – O que te inspira e vira material para escrever?
ZM – Gosto de conversas, grande parte das minhas notas são de conversas onde um termo aparece e algo pisca para mim. Gosto de brincar com algumas palavras, neologismos, gosto de falar dos sentimentos, dos medos e dores, tudo que é humano me interessa profundamente.

Comecei – Seus poemas muitas vezes soam como os de Leminski, Ana Cristina César, têm uma aura de poesia marginal, haicai… quais são suas referências literárias?
ZM – Nossa! Poxa, esse “soar” me deixou lisonjeado, são dois grandiosos. Além dos dois eu gosto muito do Gabo, Saramago, Pedro Juan Gutiérrez, Baudelaire, Bukowski, Kerouac, Hemingway, Florbela, Valter Hugo Mãe – que estou conhecendo melhor -, e o meus favoritos são os colossais Julio Cortázar e Machado de Assis.

Comecei – E quais livros têm lugar cativo na sua estante?
ZM – “O jogo da amarelinha”, “Histórias de cronópios e famas”, “Cem anos de solidão”, “O filho de mil homens”, “Paris é uma festa”, “A viagem do elefante”, “Flores do mal”, “Misto-quente”, “Dom Quixote”, “Dom Casmurro”, “Trilogia suja de Havana”, etc…

Comecei – Você pensa em publicar sua obra? Faz ideia de quantos poemas já escreveu?
ZM – Talvez venha a acontecer, mas não fico pensando muito nisso. Para mim, dar vazão às coisas é o primordial e acredito que as palavras vão procurar as pessoas certas. Não faço a menor ideia de quantas notas já escrevi e tenho um sério problema de organização.

palhaço Quixote
palhaço Quixote

Desencanto y encanto

– Essa é minha estante de livros. Os livros da esquerda são os que já li, na parte da direita, os que não li ainda, ele disse.

De fato havia muitos e bons do lado esquerdo, e ela observava quase maravilhada o que parecia evidente: só alguém que tivesse lido naquela quantidade e qualidade poderia escrever tão bem e com tão rara destreza (textos há um tanto abandonados, bem mais de um ano, é verdade, mas afinal quem tinha tempo?). Não só escrevia bem, como era muito bonito e as opções “curtir” do Facebook dos dois se entrelaçavam lindamente: ambos liam a piauí e a Ilustríssima, mas discordavam quanto ao gosto por crônicas, que ele dizia detestar. Ela que crescera buscando o sentido da vida e o antídoto para a fúria adolescente na crônica de Rubem Braga, Paulo Mendes Campos e outros cavaleiros do apocalipse, nem se importou com o desapreço dele pelo gênero; não era o primeiro nem o último e ademais, se encantava a maioria das coisas que ele dissesse. As convicções dele soavam muito graves e pertinentes. Mas meses depois disso ela não ouviu mais falar de coisas supostamente profundas, não vieram os contos, nem os pré-socráticos e, a bem da verdade, nunca o viu abrir a Ilustríssima. Os livros que chegavam eram de autoajuda corporativa. O rapaz passava as noites de semana e as tardes de domingo assistindo MTV e a despeito do potencial,
nunca mais escreveu. Certa feita, chegou na casa dele um pacote de cinco títulos (de autoajuda): – bom, vou colocar aqui do lado esquerdo, a maioria dessa estante toda eu nem li mesmo, e então ela soube o que era desencanto. Ou uma fraude.

História de quando mesmo na impermanência, o encanto é uma dádiva presa na memória

Anos depois e num passado recente, quase refeita de mais uma vez em que – como colocaria F. Scott Fitzgerald – o mal se arrastara para perto dela sob a máscara da beleza e da inteligência, ela conheceu um argentino numa roda de samba que encerrava um domingo já na cadência do baião. Até que tivessem que sair quando a música acabou e o bar fechou, a conversa enveredou para histórias de xamãs, viagens pelo mundo e literatura latino-americana, depois para um sussuro de buenos días em respeito ao Out of our heads dos Rolling Stones que silenciosamente girava no toca-discos dela às seis da manhã da segunda-feira.

Até que ele em breve voltasse para Buenos Aires, da impermanência dos encontros entre os dois, com ela ficaram algumas coisas. O Dostoiévski de 1963 empoeirado foi a primeira delas, depois a maneira dele olhar para o teto e em seguida fechar os olhos sorrindo de realização; veio também a memória dela na ponta dos pés tratando, sem quase dar conta, de alcançar os ombros largos e bem feitos dele; mais outros quatro livros em espanhol que ganharam espaço na estante com as histórias dele nos aeroportos pelo mundo; em seguida a lembrança de um olhar livre e iluminado e o delicioso sotaque nas frases das quais hoje ela talvez nem recorde inteiras; por fim o momento em que ela pegou na recepção do hotel o livro do Eduardo Galeano que dejaste antes de irte.

20140727-235552-86152389.jpg

A palavra que dança e a palavra ordinária

livros_menina_dança

Há dias em que a gente fica procurando um adjetivo daqueles bem certeiros para explicar o que sente. Nessas horas penso na minha cabeça como um depósito de milhares de pastinhas enfileiradas, enfeitadas com marcadores coloridos em ordem sináptica; fico matutando numa espécie de corrida maluca de sinônimos nos dicionários que moram lá dentro com suas páginas soltas.

Teve um dia desses que foi assim. Porque estava muito chateada – daquelas chateações propícias às lágrimas fáceis -, entrei no metrô tentando decidir se o que eu sentia era tristeza ou exaustão (os dois juntos ou talvez separados?), angústia ou desamparo. Pois tirante a cafonice do termo, decidi por bem que me sentia “miserável”. Engraçado que, diante da pergunta – como está o fulano?, quando se sabe que alguém está sofrendo por isto ou aquilo, ninguém responde – ah, o fulano se sente miserável hoje… ou – sabe, mas que dia de cão, me sinto miserável. Nunca ouvi quem descrevesse a si ou ao outro desta maneira. É como dizer de um sujeito muito bravo: – cuidado que hoje ele está alterado, saiu daqui furibundo!

Uma feirinha tão sortida de palavras a explorar e ninguém está furibundo, quiçá miserável. A verdade é que – penso eu – somos pouco criativos na utilização de recursos linguisticamente dramáticos, essenciais para o que chamamos, eu e uma amiga, de “mexicanização do mundo”: se a vida com mais drama não se torna mais fácil, pelo menos deixa a história mais interessante. É a diferença do velório de silêncio, grama verde e choro contido para o velório com as lágrimas das carpideiras e a emoção da tia chorosa escapando às engrenagens; a distância imperiosa entre o grupo de mariachis e a música de elevador. Existe o prazer de buscar e guardar em meio a tanto diálogo ordinário, como para compor uma rara coleção, palavras que dançam, passeiam, dão voltas e elegantes piruetas ao largo do trivial. Mas há, sempre há quem saiba, sem querer e por atavismo ou sei lá o quê, surpreender com o pitoresco. No dia seguinte àquele que me descobri não apenas um bicho triste mas miserável – e já devidamente curada de minha miserabilidade-, numa conversa meio boba e desinteressada, ao perguntar a um amigo o que ele pensava de um outro, ouvi: – esse rapaz é, sem erro, um temerário. Um te-me-rá-rio -, disse, marcando bem cada sílaba do adjetivo. Este eu guardei, sorrindo satisfeita, na caixinha das palavras dançarinas.

Leitura e (in)disciplina: um monstro que volta para debaixo da cama

Imagem

Este é o primeiro post desde que coloquei no ar a página oficial do blog no Facebook, mas justifico a demora com a divulgação de posts mais antigos na timeline (especialmente aquele que conta como meu desespero infantil em aprender a ler me fez invadir uma escola aos cinco anos de idade, o que explica meu desassossego delicioso e eterno em relação à literatura) e claro, com determinados acontecimentos que me pediram dividir o tempo entre o trabalho comum e a preparação simultânea de textos para dois livros bem distintos.

De qualquer maneira, o retorno foi muito, muito bom. Não só minha mãe disse que estava muito orgulhosa de mim e a ponto de decorar todos os post, como amigos e novos seguidores me pediram resenhas, mais avaliações de café, dicas de leitura; muitos adoraram as ilustrações e essa ou aquela história. Bom, para mim tudo isso diz muito sobre o que faz total sentido na vida.


Em algum final de semana gelado deste último mês, enquanto eu lia já a ponto de terminar O caminho de Ida, do Ricardo Piglia (Companhia das Letras, 2014), me dei conta de que aquela era a primeira vez em meses que eu conseguia começar e terminar a leitura de um único volume em menos de dois dias. Sem dividir a atenção com outros quatro livros, sem pausar a leitura de dois deles e retomar dali a quinze dias, além de emendar com mais outro. Ali constatei que, ao que tudo indicava, estaria chegando ao fim um longo ciclo de ansiedade – provocada por uma montanha russa acontecimentos. O primeiro sinal de que as coisas não vão bem por estas paragens é a indisciplina com a leitura. O retorno da disciplina, como a melhor das medidas de reapropriação íntima e pessoal, é mais um dos pequenos monstros devidamente devolvidos para debaixo da cama.

Imagem