Fruição artística é seu passadis e a Central do Textão

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Orgulhosamente entrou no ar hoje, hojezinho mesmo, a Central do Textão. Então fazemos parte e eu e um montão de blogs ótimos e queridos – tantos, mas tantos das antigas, dos bons tempos da blogagem – e a real é que estamos todo juntos sendo o blog dos blogs, e por causa disso voltei a escrever. Coisa que nunca deveria ter parado.

A ideia foi da tinalopes, que conheci uns bons anos atrás na terra da blogalia e reuniu o bonde todo, e lindamente preparado pela Ju. Um belo dia recebi um convite para participar da comunidade no feice lá pra abril e vejam só, maio chegou, chegamos todos.

O que me moveu nessa coisa toda foi quase chorar de emoçã ao ver nessa lista aqui que mais da metade é leitura minha de anos a fio, gente que ficou no coração, gente que eu não lembrava mais o link, gente que li, li, li até cansar a vista em diferentes momentos da vida (pessoinha aqui escreve em blog desde os 16,
17 anos, se desfiar o index vai longe). E tem também o fato de eu ser mesmo uma ridícula que para de escrever porque precisa se auto-punir com os monstros debaixo da cama.

Mas como diz mamãe, o importante é o que importa. Vamos todos levantar nossas taças.

ps: o layout aqui do Comecei tá bagunçado AINDA, mas é já que a manutenção chega.

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frida
Monica Barengo, Mexican Series

Você sabe que nossa sociedade está a caminho da ruína quando vai a uma exposição de arte e precisa “sair da frente” de uma obra ou esperar pra ver ou ser interrompido a cada dois segundos porque o outro PRECISA tirar foto do quadro, com o quadro, na frente do quadro, do lado do quadro, fazendo hang loose e vezinho da vitória na frente do quadro, selfie com o quadro. A gente não pode mesmo se assustar quando vê essas notícias de gente que morreu tirando selfie no abismo, mais do que nunca, cada um é o centro do próprio universo. Que coisa triste.

“Porque a estética consumatória que domina nossa cultura não tem mais nada a ver com o estetismo culto clássico que visava à elevação da alma e se consumava na contemplação e veneração silenciosa das obras. O consumidor hipermoderno é hedonista, descontraído (…) menos amante de arte que zapeador bulímico de imagens. (…) A arte (…) tornando-se um tipo de consumo frívolo, um simples acessório divertido da vida. Não que a arte tenha deixado de apaixonar o público — muito pelo contrário, jamais tantas belezas artísticas foram apreciadas por tantos indivíduos —, mas ela só o toca de maneira epidérmica, como um objeto de consumo ou um espetáculo de animação do cotidiano.” (Lipovetsky & Serroy)

 

Readgeek: para quem precisa de uma ideia de livro (e não quer se decepcionar)

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Bye, bye, bad books! We promise, we know what books you want!

É isso mesmo o que todo mundo anda falando: o Readgeek, lançado em janeiro deste ano e ainda na versão beta, é o Netflix dos livros. No esquema “se você gostou de um título x, com certeza vai se interessar por z”, o site utiliza algoritmos para indicar os próximos favoritos do usuário com base nos livros que ele já avaliou. Para se registrar, é preciso dar nota inicialmente a dez livros, numa escala de 0 a 10. E, é claro, a qualidade das recomendações melhora na medida em que aumenta a lista de obras avaliadas.

Principais características:

  • A interface do site é simples e traz quatro funções principais: rate books (avaliar), discover books (descobrir), my bookshelf  – “estante” com lista dos rated (avaliados), bookmarked (favoritos), mine (os que você já tem) e os adicionados à wishlist -, e find friends (encontrar amigos);

    discover

  • No menu superior direito é onde mora a mágica: clicando em Discover – reading adventures, o Readgeek carrega a tal lista de livros recomendados para o seu perfil. Please be patient while we send our magic elves down to the library.
    They are back with your suggestions any moment…, diz a mensagem de espera. Simpático, não?
  • Se na lista de recomendados aparecer um livro que não tenha nada a ver com você, é só clicar em not for me, o que obviamente ajudará o sistema a não vir novamente títulos indesejados;
  • Caso precise restringir a busca a um livro específico, basta indicar autor, título ou ISBN. Dos dez primeiros que adicionei, um não foi encontrado na base de dados. Nessa caso, o Readgeek oferece a opção de buscar o título para importar seus dados de uma fonte externa, no entanto, a única opção disponível é a German National Library (o que, confesso, não me ajudou muito, mas é do país de origem dos criadores);
  • É possível não só saber das preferências dos amigos da sua rede, mas também visualizar as avaliações de outros usuários com preferências semelhantes às suas;
  • wishlist convenientemente traz um link de consulta aos preços no site da Amazon Brasil. Fiz o teste com o livro Tu não te moves de ti, da Hilda Hilst (que ando desejando muito, por sinal) e descobri que está R$ 19,29 ou zero reais para baixar no programa kindleunlimited, que depois dos 30 dias gratuitos não é bem “zero reais”, mas é isso aí;
  • Tem uma espécie de inbox para trocar mensagens, mas só com os amigos de sua rede;
  • Infelizmente não dá para personalizar as estantes, mas atende bem quem quer começar a organizar as obras entre lidos, os que quero ler e aqueles que estou lendo e até escrever resenhas.

Site ou app? Só site, em inglês, espanhol ou alemão. Vale ressaltar que é muito importante, ao preencher o perfil, indicar sua língua nativa e outras que você entenda, tudo para melhorar o mecanismo de recomendações de leitura.
E ainda tem essa: página do Readgeek no Facebook. Tem pouco mais de mil curtidas ainda, está todinha em alemão, mas por que não dar uma força?

Opinião: Não poder utilizar o site como app no smartphone é um detalhezinho de peso, mas acredito que seja só uma questão de tempo até os criadores disponibilizarem para download, rezemos! Até agora posso dizer que os tais algoritmos trabalharam bem a meu favor e me recomendaram livros/autores que com certeza eu leria: Borges, Tolstói, Jane Austen, Philip Larkin, García Marquez… Enfim, para quem está precisando daquela ideia de livro para ler, não sabe para qual seção enveredar na livraria e não quer se decepcionar, o Readgeek é boa, muito boa escolha.

No Twitter, demorou mas chegou

Pois era só o que faltava: o Comecei a ler um livro e nunca mais tive descanso agora tem uma página no Twitter! A ideia por lá é também publicar micro-trechos escolhidos (sim, sim, aqueles que pesco com carinho todos os dias e prometo que serão diferentes daqueles que vão na fanpage) e divulgar mais a parte de notícias do meio literário, lançamentos, resenhas, etc. A página oficial do Facebook já está com mais de 9.500 seguidores, mas lá na outra rede a audiência ainda está magrinha, magrinha, então se o querido(a) leitor(a) quiser acompanhar este humilde blog também por lá, a arroba é @comeceialer.

comeceitt
Mas não é uma gracinha?