Whatsapp, definição

Uma cacofonia insuportável, numa espiral caótica de solicitações, lamentos, demandas afetivas e urgências de toda ordem – nunca verdadeiramente urgentes, já que quando tudo é prioridade, nada é prioridade – dispersas, difusas, impossíveis de ordenar, onde ganha quem grita mais alto. Ou enche mais o saco, o que dá na mesma.

 

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Skoob: a estante virtual que melhorou (e muito!)

skoob

O que você anda lendo?

Depois de ter avaliado as funcionalidades do Goodreads e do Readgeek, tive uma surpresa ao retomar meu antigo cadastro do Skoob. Hoje com 2 milhões de usuários, ele foi primeira rede social de livros brasileira (apareceu em 2009 e é só ler Skoob ao contrário para saber porque recebeu este nome) e tinha um layout beeeem basicão, quase feio, e servia para concentrar uns amigos leitores e tentar organizar a biblioteca. Mas vamos à lista para saber o que ele tem de diferente, porque parece que a coisa mudou de figura.

Principais características:

  • Tem bastante publicidade. Não tão clean quanto o Readgeek nem tão carregada como o Goodreads, a página inicial logo se destaca pelos banners temáticos ou de lançamentos que levam diretamente para o site da Amazon. Confesso que a rotação meio frenética dos banners me irritou um pouco. Logo abaixo disso, mais uns dois slots reservados para lançamentos;

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    Tela do app para iPhone: o básico necessário para se organizar
  • Para montar sua estante de livros, é só usar a busca (por título, autor, ISBN) e marcar aqueles que você  já leu, que vai ler, que está lendo, relendo abandonados;
  • A estante também mostra quais você favoritou, avaliou por estrelas, resenhou e os desejados. Outra coisa bacana é que dá para marcar aqueles que você realmente possui, os emprestou (mas não para quem – infelizmente – já que sempre esqueço quem levou os meus livros embora), os que são e-books ou audiobooks, definir uma meta de leitura e marcar os títulos que você quer trocar;
  • A parte mais legal nessa área do Skoob é poder usar tags do tipo #ganhei #presente #dicionário para ajudar a grupar nas estantes e tags especificamente para facilitar a busca de livros por outros usuários da rede, por exemplo, #bestseller #alicemunro #borges #literaturaangolana;
  • Outra característica muito bacana é poder trocar livros migrando para o perfil Plus, que é de graça. Como há outros níveis de perfil e as trocas são feitas com base em créditos, sugiro ler com atenção as regras sobre o sistema de trocas;
  • Assim como o Goodreads, o Skoob tem espaço para grupos de leitura, são quase 4.000 e tem de tudo;
  • Dá para se cadastrar pelo Facebook e aproveitar para convidar os amigos da rede, do GMail, MSN ou ainda convidar individualmente por e-mail;
  • Também dá para seguir os perfis de autores e editoras, além de participar de sorteios de livros no link Cortesias – muitos deles são lançamentos.
  • Seguir pessoas com o mesmo gosto literário também é possível;
  • E tem também: lista de todos os lançamentos das editoras parceiras. Entre elas, Intrínseca, Leya, Companhia das Letras, Globo, Editora FGV, Rocco, Sextante…
  • Por fim, no link Top Mais, você descobre que Harry Potter e a pedra filosofal é o mais querido e que Cinquenta tons de cinza é a sexta leitura mais abandonada pelos skoobers. Pois é…

Site ou app: Os dois, e tudo em português. Mas a versão mobile é só para iOS e não tem todas as funcionalidades do site, mas quebra o galho.
E ainda tem essa:
Seu mascote é uma corujinha leitora. O mascote do Readgeek? Também uma corujinha leitora.

Dá para escolher publicar ou não na timeline do Facebook as atividades do Skoob. E por falar nisso, está aqui a página oficial, cheia de outros apps.

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A coruja Skoob…
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… e a coruja Readgeek.

Opinião: Sabe aquele velho comentário do “você continua o mesmo, mas os seus cabelos, quanta diferença!”? Pois bem, como escrevi lá em cima, fazia tempo que não revisitava o Skoob. O visual, a organização das estantes, o número de parcerias legais com editoras, as informações sobre cada livros, ficou tudo tão completinho que o site não fica devendo muito aos concorrentes estrangeiros. Percebi ainda que ele é o preferido dos meus amigos, pois encontrei mais de 20 na rede. Para ficar perfeito, só incorporando aquele esquema de recomendações e o scanner no app do iPhone. Update: o leitor Ricardo Bueno avisou que o scanner já está disponível no app para iPhone. Ponto para o Skoob.

Readgeek: para quem precisa de uma ideia de livro (e não quer se decepcionar)

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Bye, bye, bad books! We promise, we know what books you want!

É isso mesmo o que todo mundo anda falando: o Readgeek, lançado em janeiro deste ano e ainda na versão beta, é o Netflix dos livros. No esquema “se você gostou de um título x, com certeza vai se interessar por z”, o site utiliza algoritmos para indicar os próximos favoritos do usuário com base nos livros que ele já avaliou. Para se registrar, é preciso dar nota inicialmente a dez livros, numa escala de 0 a 10. E, é claro, a qualidade das recomendações melhora na medida em que aumenta a lista de obras avaliadas.

Principais características:

  • A interface do site é simples e traz quatro funções principais: rate books (avaliar), discover books (descobrir), my bookshelf  – “estante” com lista dos rated (avaliados), bookmarked (favoritos), mine (os que você já tem) e os adicionados à wishlist -, e find friends (encontrar amigos);

    discover

  • No menu superior direito é onde mora a mágica: clicando em Discover – reading adventures, o Readgeek carrega a tal lista de livros recomendados para o seu perfil. Please be patient while we send our magic elves down to the library.
    They are back with your suggestions any moment…, diz a mensagem de espera. Simpático, não?
  • Se na lista de recomendados aparecer um livro que não tenha nada a ver com você, é só clicar em not for me, o que obviamente ajudará o sistema a não vir novamente títulos indesejados;
  • Caso precise restringir a busca a um livro específico, basta indicar autor, título ou ISBN. Dos dez primeiros que adicionei, um não foi encontrado na base de dados. Nessa caso, o Readgeek oferece a opção de buscar o título para importar seus dados de uma fonte externa, no entanto, a única opção disponível é a German National Library (o que, confesso, não me ajudou muito, mas é do país de origem dos criadores);
  • É possível não só saber das preferências dos amigos da sua rede, mas também visualizar as avaliações de outros usuários com preferências semelhantes às suas;
  • wishlist convenientemente traz um link de consulta aos preços no site da Amazon Brasil. Fiz o teste com o livro Tu não te moves de ti, da Hilda Hilst (que ando desejando muito, por sinal) e descobri que está R$ 19,29 ou zero reais para baixar no programa kindleunlimited, que depois dos 30 dias gratuitos não é bem “zero reais”, mas é isso aí;
  • Tem uma espécie de inbox para trocar mensagens, mas só com os amigos de sua rede;
  • Infelizmente não dá para personalizar as estantes, mas atende bem quem quer começar a organizar as obras entre lidos, os que quero ler e aqueles que estou lendo e até escrever resenhas.

Site ou app? Só site, em inglês, espanhol ou alemão. Vale ressaltar que é muito importante, ao preencher o perfil, indicar sua língua nativa e outras que você entenda, tudo para melhorar o mecanismo de recomendações de leitura.
E ainda tem essa: página do Readgeek no Facebook. Tem pouco mais de mil curtidas ainda, está todinha em alemão, mas por que não dar uma força?

Opinião: Não poder utilizar o site como app no smartphone é um detalhezinho de peso, mas acredito que seja só uma questão de tempo até os criadores disponibilizarem para download, rezemos! Até agora posso dizer que os tais algoritmos trabalharam bem a meu favor e me recomendaram livros/autores que com certeza eu leria: Borges, Tolstói, Jane Austen, Philip Larkin, García Marquez… Enfim, para quem está precisando daquela ideia de livro para ler, não sabe para qual seção enveredar na livraria e não quer se decepcionar, o Readgeek é boa, muito boa escolha.

Sites e apps para organizar livros: qual é o melhor?

Entre todas as maravilhas baixáveis da internet, me parece que os aplicativos para catalogação de livros estão em plena multiplicação. Guardados os exageros, da semana passada pra cá comecei a usar duas novidades, o Readgeek – que surgiu como o Netflix dos livros – e hoje mesmo a versão beta do Livreto, e dele só posso dizer que estamos nos conhecendo melhor. Dois anos atrás, todo mundo usava o Skoob, que acabei abandonando depois de baixar o Goodreads, mas logo disseram que o Skoob melhorou de interface e… qual escolher?

Como certamente não sou a única a me perder em meio a tantas opções, resolvi escrever uma série de posts com as principais funcionalidades de cada um. Hoje é dia do Goodreads, que já uso há algum tempo e é muito bom para catalogar a coleção. Depois me digam vocês qual é o melhor dos quatro e vamos lá:

Goodreads 

goodreads-iconCom o slogan meet your next favorite book!, o Goodreads existe desde 2007 e, segundo a própria equipe do site, é a maior rede social para leitores e recomendações de livros: são mais de 20 milhões de usuários.

Principais funcionalidades:

  • Saber quais livros os amigos que fazem parte da sua rede estão lendo e optar por receber avisos por e-mail;
  • Adicionar os títulos a diferentes estantes (bookshelves): os você quer ler (to-read), já leu (read), está lendo (currently-reading), bem como registrar seu progresso página a página. Também dá para criar estantes específicas (uma de dicionários, outra de guias de viagem, por exemplo!)
  • É possível pesquisar livros pelo título, autor, ISBN ou (o que é muito legal) usar a câmera do smartphone como scanner de código de barras na versão mobile;
  • Definir um reading challenge para 2015;
  • A partir de 20 avaliações por estrelas, você também começa a receber recomendações personalizadas de títulos;
  • Fazer e ler resenhas (reviews) de outros usuários, fazer listas de favoritos e votar nas listas alheias, responder a enquetes e várias outras atividades;
  • Se inscrever para receber a “frase do dia” (quote of the day). A de hoje é “What I am is tired of jam”, de Russel Hoban.

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    Minha estante de livros para ler no Goodreads para iPhone
  • Participar de grupos de discussão (Novels, Great African Reads, Literature from 1800 to 1920, etc), enfim, não só as opções são inúmeras como você pode criar seu próprio grupo;
  • Votar no prêmio Goodreads Choice Awards: a lista de melhores livros de 2014 já saiu, resultado de mais de 3,3 milhões de votos só de usuários da rede. O Goodreads aponta ainda se algum livro das suas estantes está concorrendo ao prêmio;
  • Há vários e-books para download gratuito;
  • Logando com o Facebook, ele localiza seus contatos que também usam o site/app e permite compartilhar suas atualizações de leitura na linha do tempo.

Site ou app? Os dois! É possível usar o Goodreads direto no desktop ou na versão mobile: é só baixar no iTunes para iPhone e iPad (inglês/italiano) ou no Google Play (para Android) em inglês, espanhol ou hebraico.
E ainda tem essa: Quer trabalhar no Goodreads em São Francisco? Eles estão contratando.

Opinião: Como disse acima, já uso há algum tempo, desde 2013, e é realmente ótimo para “inventariar” os livros da estante, o scanner funciona que é uma beleza, você até pensa que está brincando de mini-biblioteca! No entanto, já aconteceu algumas vezes de não haver um ou outro título que busquei na base de dados. Acabo utilizando mais o aplicativo pelo iPhone que o site (que dizem ser bem melhor que a versão mobile), e sempre funcionou direitinho. Poderia aproveitar bem mais das funcionalidades bacanas do Goodreads; o que falta é programação mental e organização minha para cadastrar todos os livros, atualizar direitinho os progressos, dar baixa no que já foi lido e entrar na corrida do reading challenge. Por isso, meus caros, o Goodreads é muito, muito bacana, mas requer disciplina – como qualquer outro vai requerer. Observermos nas próximas avaliações!

No próximo post sobre apps e sites para organizar livros, voltarei com o Readgeek. 🙂