Obscena é a desconstrução

O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança.

(Memórias de minhas putas tristes)

Isto é Gabriel García Márquez sem querer descrevendo toda uma geração em uma única frase. Quando ouço as histórias dos meus contemporâneos (com 30 anos já convém usar a expressão meus contemporâneos?) e brinco de overthinking com as minhas próprias, tenho a certeza que deve haver em algum canto uma chave invisível. E desde que essa chave foi girada num tempo-espaço desconhecido mas recente, o medo e a vergonha de tirar a roupa se tornaram infinitesimalmente menores que o medo, a vergonha e o perigo de desconstruir nossa persona para que o outro entre – e quebre tudo.

Guardo uma ternura especial pela personagem Lorena de As Meninas, da Lygia Fagundes Telles, que em 1973 profetizava que chegará o dia em que a nudez dos olhos será mais excitante que a do sexo. Pura convenção achar o sexo obsceno.

***

E porque eu reconheço a beleza quando a vejo, desenho “Para PCG” de autoria da menina Kaísa. Na horas livres, jogamos pedras na águia que vem atacar o fígado dos nossos prometeus (voa longe, desgraça!).

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2 comentários sobre “Obscena é a desconstrução

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