A volta dos que não foram ou porque eu voltei a ter um blog

Um professor de um curso de redes sociais me convenceu de que era importante ter um blog porque ele é autoral e as idéias legais não vão submergir no triângulo das bermudas da timeline do Facebook. Mas eu já tive uns 10 blogs e fechei os 10. Mas eu achava que não ornava mais (ornar é um verbo bem sempre bom de usar, é engraçado). Mas eu tinha 13 anos quando comecei e com quase 30 a produção literária vai ficando um pouco menos ridícula e tem tantas coisas que eu não queria que desaparecessem.

***
Tinha 6 ou 7 anos quando meu irmão ganhou um walkman e encontrei uma fita cassete na caixinha de fitas dos meus pais cheia de Elton John, Simon & Garfunkel, disco music, umas músicas italianas e sei lá mais o que, eu ficava o final de semana todo de um lado para o outro da casa ouvindo isso. Achava Skyline Pigeon a melhor música do mundo. Aí minha mãe disse que um tio gravou aquela fita pra ela ficar ouvindo enquanto estava de cama por causa da gravidez complicada do meu irmão. Eu achei isso bastante importante. Um tempo depois gravei um vinil do Simon & Garfunkel do meu pai numa segunda fita – num Telefunken que era a maravilha das américas – que eu ficava ouvindo até dormir. Eu já tinha 8 anos, mas imaginar em que momento eles tinham comprado aquele disco que era tão lindo também me parecia muito importante. A minha preferida era Bridge Over Troubled Water.

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